Esquema em Mato Grosso investigado pela PF teria ramificação em todos os poderes
Responsável pela prisão
do governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), a Operação Ararath, da Polícia Federal, apura um esquema que teria ramificações nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário locais, além do Ministério Público Estadual, informa a Folha de S. Paulo. Também foram detidos o empresário e ex-secretário Éder de Moraes Dias e o deputado estadual José Geraldo Riva (PSD), presidente da Assembleia Legislativa, atualmente afastado. São investigados crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Recursos públicos teriam sido desviados e “lavados” por meio de factorings, empresas que compram com deságio duplicatas e cheques pré-datados. Também são apuradas a emissão de cartas de crédito a servidores públicos de Mato Grosso e o pagamento de milionários precatórios judiciais a empreiteiras pelo governo estadual. O esquema teria movimentado R$ 500 milhões em seis anos. A Polícia Federal, porém, foi proibida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da Procuradoria-Geral da República, de divulgar qualquer informação à imprensa sobre a atual fase da operação. O governador foi liberado após pagar fiança. Ele foi detido por posse ilegal de arma.