'Qual empresa não gostaria de adotar o Elevador Lacerda?', diz novo secretário de Transportes
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
Indicado pelo PMDB para a vaga deixada pelo agora candidato a deputado federal José Carlos Aleluia – após o desfavorecimento do partido na chapa majoritária da oposição ao governo –, o novo secretário de Urbanismo e Transporte de Salvador, Fábio Mota, tem posicionamento flexível em relação a um dos pontos mais polêmicos de sua lista de incumbências. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele disse considerar “válida” a retomada das discussões acerca da mudança no modelo de administração do Elevador Lacerda. Iniciado na gestão do ex-prefeito João Henrique, o debate incluía até a possibilidade de privatização da estrutura, hipótese descartada pelo peemedebista. “O Elevador Lacerda é o ícone de Salvador, como é o Cristo Redentor para o Rio de Janeiro. Qual empresa não gostaria de adotá-lo?”, questionou, ao avisar, porém, que não tem certeza se a concessão é a melhor opção para elevar a qualidade do ascensor. “Vamos considerar todas as formas de melhorar o serviço. Eu não sei se o melhor modelo seria a concessão. Talvez uma PPP [Parceria Publico-Privada], talvez uma associação”, sugeriu. Advogado, ex-presidente da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), ex-secretário nacional de Turismo e municipal de Serviços Públicos (na administração de JH), o recém-empossado dirigente da Semut – uma das mais importantes pastas da prefeitura da capital – deve se basear na experiência acumulada e nos estudos para conduzir seu trabalho na chefia do órgão, já que não tem formação técnica ligada ao urbanismo. “Quando saí da advocacia e assumi a Limpurb, há sete anos, eu não conhecia nada, assim como não conhecia sobre a pasta de Serviços Públicos. Estudei, me dediquei e tentei dar o melhor de mim para fazer um trabalho razoável”, afirmou. Ao BN, Mota falou ainda dos grandes projetos que terá que tocar durante os pelo menos dois anos à frente da secretaria – entre eles a Linha Viva e a renovação do transporte público soteropolitano – e sobre sua percepção em relação ao que deve ser priorizado na gestão da mobilidade nas grandes cidades. “Acho que é preciso se preocupar com o modal inteiro. Se você prioriza a maior agilidade em relação ao trânsito, beneficia a todos. O trabalhador e o empresário chegam mais cedo”, opinou. Clique aqui e confira a entrevista da semana na íntegra.
