Com crise na Itália, chefão de máfia sugere que jovens busquem 'emprego de verdade'
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A crise econômica que atinge a Europa não tem poupado nem mesmo a máfia italiana. De acordo com autoridades policiais em Palermo, na Sicília, um chefe do crime foi gravado a reclamar sobre o colapso do mercado negro das extorsões diante da crise que afeta o país. Câmeras mostram o chefe da Cosa Nostra, Giovanni Di Giacomo, que está preso, lamentando que nos últimos dias seus homens só conseguiram arrecadar entre 5 e7 mil euros por mês de hotéis e empresas que costumam extorquir. Giacomo alega que, com o fechamento de tantos estabelecimentos, as pessoas se recusam a pagar as extorsões e preferem chamar a polícia. Isso, segundo ele, tem feito a máfia deixar de ser uma atividade rentável. Di Giacomo, um dos poderosos do clã Porta Nuova, sugeriu que os jovens busquem “um trabalho de verdade”, diante da baixa no mercado negro. Durante um ano, os promotores de Justiça de Palermo investigaram o mafioso. Eles observaram que Di Giacomo sempre expunha sua preocupação com a economia aos colegas presos e em cartas que mandava da prisão. O mafioso ainda foi flagrado a criticar o governador da Sicilia, Rosario Crocetta, sobre a revisão do orçamento para a região. “Crocetta, olha o desastre que ele causou. Está cortando tudo”, reclamou Di Giacomo. De acordo com o The Independent, conforme interceptações de conversas feitas por investigadores, o poderoso da máfia italiana ainda planejava arruinar o negócio de uma pessoa em Palermo, por se recusar a pagar por proteção. A previsão no início da recessão econômica era de que o crime organizado na Itália prosperasse, com a possibilidade de que as empresas afetadas pela crise de crédito seriam forçadas a aceitar as ofertas de financiamento de fontes do submundo.
