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Contratos de Paulo Roberto Costa são monitorados, afirma Graça Foster

Contratos de Paulo Roberto Costa são monitorados, afirma Graça Foster
Foto: Andre Dusek/Estadão
A presidente da Petrobras, Graça Foster, admitiu nesta terça-feira (15) que há um "grande constrangimento" da estatal por conta da prisão do ex-diretor da Área Internacional da estatal, Paulo Roberto Costa, e disse que todos os contratos da diretoria são avaliados e monitorados. "Tanto a diretoria anterior quanto esta são diretorias técnicas. Esta eu tenho responsabilidade sobre ela", admitiu. Paulo Roberto foi preso pela Operação Lava Jato, deflagrada em março pela Polícia Federal para desbaratar um esquema de lavagem de R$ 10 bilhões. "Existe e aconteceu um grande constrangimento para a Petrobras com a prisão do ex-diretor", afirmou, em depoimento a duas comissões temáticas do Senado. Graça Foster disse que pouco depois que assumiu a direção da estatal, Paulo Roberto deixou a diretoria da petrolífera. "Eu indiquei para o conselho pessoas com que trabalhava há muitos anos", frisou ela, ao citar que tem adotado na sua gestão uma série de práticas para melhorar o controle interno. Mais cedo, ela reconheceu, mais uma vez, que a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), no presente momento, não foi um "bom negócio" para a estatal. Ela repetiu que o resumo executivo que embasou a decisão do conselho não fazia menção a cláusulas "extremamente importantes" para a tomada de posição da estatal. "De todas as leituras e as vezes que vi o ex-presidente da Petrobras (Sérgio Gabrielli), eu não o ouvi dizendo que foi um excelente negócio. O que ele disse é que na época foi considerado um bom negócio", afirmou. A presidente ressaltou que, como engenheira, é "mais fácil" tomar decisões com todas as cartas sobre a mesa. "Nós hoje não encaminharíamos a compra da refinaria se tivéssemos todos esses dados sobre a mesa", disse, ao citar que a diretoria da empresa não tinha ao seu dispor as cláusulas Put Option e Marlim. Segundo ela, se o negócio fosse hoje, a atual diretoria não aprovaria a operação.