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'Este tipo de oportunismo eu não tenho', diz Souto sobre se beneficiar com movimento da PM

Por Fernanda Aragão

'Este tipo de oportunismo eu não tenho', diz Souto sobre se beneficiar com movimento da PM
Foto: Evilásio Júnior / Bahia Notícias
O ex-governador Paulo Souto (DEM), agora oficialmente candidato da “união das oposições”, falou sobre a iminência de greve da Polícia Militar, no programa Acorda pra Vida da Rede Tudo FM 102,5, nesta terça-feira (15). “Se tem uma greve que preocupa é a da PM, principalmente sob a atmosfera de insegurança que vivemos. [...] Não conheço, em detalhe, se o governo tem condições de atender a todas as reivindicações, mas espero, sinceramente, que tudo seja resolvido” afirmou. Sobre as implicações do movimento nas eleições deste ano, Souto foi enfático: “De forma nenhuma eu tomaria isso como qualquer benefício contra o governo. Este tipo de oportunismo eu não tenho”. Quando o assunto foi a greve da PM ocorrida em 2001, durante o governo do seu ex-aliado César Borges, período em que ele era senador, o ex-governador não negou o antigo apoio, mas se eximiu de qualquer responsabilidade. “A última coisa que vou fazer é renegar as alianças que fiz no passado. Também não me coloque como participante de governo porque não tinha influência nas decisões. Isso pode acontecer em qualquer governo, [...] Eu enfrentei não uma greve: Enfrentei um forte pedido de reivindicações no meu primeiro governo e aquele foi o momento que marcou uma certa projeção nos policiais com a implantação da GAP [Gratificação de Atividade Policial]”, afirmou. Menos à vontade, e apenas quando foi questionado pela segunda vez, o candidato comentou a atuação do vereador Marco Prisco (PSDB), seu aliado politicamente e líder da mobilização dos praças da PM. "O que eu tenho acompanhado é que ele está exaurindo todas as negociações com o governo e representando bem a categoria. Eu espero que ele continue fazendo isso", opinou.