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Operação Lava Jato: PF suspeita que consultorias eram tráfico de influência

Por Fausto Macedo e Sabrina Valle / Agência Estado

A Polícia Federal rastreia consultorias milionárias que o engenheiro e ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa – alvo da Operação Lava Jato – fechou com empresas contratadas pela estatal. A PF suspeita que Costa exerceu tráfico de influência na companhia e abriu as portas para empresas às quais ele próprio prestava assessoria. Os investigadores trabalham com a hipótese de que o ex-diretor, associado ao doleiro Alberto Youssef, o Primo, suposto operador de um esquema de lavagem de dinheiro, destinava parte das comissões que recebia a título de consultoria para custear campanhas eleitorais. Documentos recolhidos na primeira etapa da missão e a interceptação de e-mails de Youssef reforçam a suspeita de que a organização por eles integrada repassava valores para deputados e partidos políticos, entre os quais o PP e o PMDB. A Lava Jato foi desencadeada no dia 17 de março para estancar lavagem de R$ 10 bilhões, segundo estimativa da PF. Youssef e Costa estão presos em caráter preventivo. O elo do executivo com as empresas foi revelado pelo programa Fantástico, da Rede Globo. Estão sob análise dos investigadores pelo menos 19 contratos firmados entre 4 de setembro de 2012 e 17 de janeiro de 2013 pela Costa Global Consultoria, que pertence a Costa.