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Em apresentação oficial, Paulo Souto diz que união das oposições foi 'clamor da população'

Por Carol Prado/ Fernanda Aragão

Em apresentação oficial, Paulo Souto diz que união das oposições foi 'clamor da população'
Foto: Betto Jr./ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Candidato ao governo da Bahia pela chamada "união das oposições", o ex-governador Paulo Souto (DEM) disse, nesta segunda-feira (14), no evento de apresentação oficial do grupo, que a aliança entre os partidos foi o resultado de um sentimento do eleitorado. “Estamos começando certo [...] não porque eu fui o indicado, mas porque nós sentimos que a Bahia, antes de mais nada, pedia nossa união e isso nós soubemos fazer. Nós estamos aqui para renovar as esperanças dos baianos”, declarou. O democrata se referiu diretamente ao candidato ao Senado, Geddel Vieira Lima (PMDB), que disputou até o último momento a indicação ao posto. “Geddel, nós não seríamos perdoados se nós não atendêssemos a esse sentimento de grande parte da população”, afirmou. Ele disse, ainda, que tanto Geddel, quando João Gualberto (PSDB), que tentou a vice, foram desprendidos em suas decisões. O candidato também alfinetou o atual governo ao dizer que a chapa está junta para “tornar a Bahia livre daqueles que pensam que vão subjugar, mas que não compram a consciência dos baianos”. No início do discurso, Paulo Souto encontrou espaço para agradecer e elogiar o prefeito ACM Neto, que mediou as negociações que levaram à definição da unidade das siglas antipetistas. “Como é difícil com a sua juventude, com o seu arrojo, com a sua capacidade, voltado principalmente para a administração de sua cidade, entender que este papel lhe cabia. Não para decidir, como ele sempre disse, mas para ouvir, à exaustão, o argumento de cada um, a vontade de cada um e, afinal de contas, reunir as condições que sua autoridade permitiu – porque imparcial – para que nos chegássemos a este momento tão importante que estamos vivendo agora”, elogiou. Em tom de campanha, Souto definiu: “Essa é apenas uma apresentação da chapa, mas soa como se fosse uma convenção às vésperas de uma grande vitória que a Bahia verá”.