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Investigado por ligação com doleiro, Vargas deixa vice-presidência da Câmara

Investigado por ligação com doleiro, Vargas deixa vice-presidência da Câmara
Foto: Agência Brasil
Após as denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff, preso pela Polícia Federal, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), pediu, nesta segunda-feira (7), afastamento temporário do mandato por 60 dias. O parlamentar entregou carta com a solicitação à Secretaria-Geral da Mesa da Casa, em que justifica a licença pela necessidade de tratar “interesses particulares”. O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), havia pedido que o petista se afastasse para que o grupo pudesse apurar as acusações sobre ele. O doleiro foi preso por suspeita de movimentar cerca de R$ 10 bilhões por meio de lavagem de dinheiro. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Vargas e Youssef acertaram o empréstimo de um avião em mensagem de celular no dia 2 de janeiro. Investigações da PF apontam que o deputado ajudava Yousseff a localizar projetos no governo em que dinheiro público poderia ser desviado. Durante os dois meses de afastamento, Vargas não receberá o salário da Câmara, no valor de R$ 26,7 mil, e perderá benefícios como as verbas de gabinete. A função do parlamentar passa para o 2º vice-presidente, Fábio Faria (PSD-RN).