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Sesab pode acionar SUS para intervir no Clériston

Por Marcos Russo

Sesab pode acionar SUS para intervir no Clériston
Foto: Alberto Coutinho/ GOV BA
Mais de dois milhões de pessoas e 127 municípios é o público que carece de atendimento do Hospital Clériston Andrade. Referência para a segunda maior cidade do estado, Feira de Santana, e região, a unidade de saúde vê profissionais deixarem os postos de trabalho, "paulatinamente", como explica o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), Francisco Magalhães."Ontem [quarta-feira], foram quatro [médicos]; hoje [quinta] tenho conhecimento que foram mais quatro. Como é regime de plantão, eles vão deixar os postos. São 30, ao todo", revela. O impasse está no valor da hora recebida. A proposta do governo é de que, deixando de ser Pessoa Jurídica (PJ), os médicos passem a ganhar R$ 48, por hora trabalhada. "A gente está pedindo R$ 96", aponta Magalhães. O secretário da Saúde, Washington Couto, esteve na manhã desta quinta-feira no Clériston. Em entrevista ao Bahia Notícias disse que dois médicos apenas faltaram e que dois foram trabalhar. Couto, ainda, colocou em xeque o "abandono de posto" dos médicos. "O contrato de prestação de serviços diz que, quando as partes não têm acordo, deve-se aguardar 90 dias para tomar qualquer decisão. Eles não respeitaram o contrato", aponta. "A gente está em um processo de cuidar do hospital", completou. Questionado sobre a possibilidade de decretar emergência e acionar o Sistema Único de Saúde (SUS), o secretário não titubeou."Está sob aviso. Caso seja necessário, está tudo articulado para fazer o pedido", revela.