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Vice-presidente da Câmara muda versão e afirma que pagou para viajar em jatinho de doleiro

Vice-presidente da Câmara muda versão e afirma que pagou para viajar em jatinho de doleiro
Foto: Leonardo Prado/Agência Câmara
Após vir à tona, em uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, que o vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT), viajou de graça em um jatinho Learjet 45 emprestado pelo doleiro Alberto Youssef, o parlamentar mudou a versão que informou na segunda-feira (31) e declarou que depois que descobriu que a viagem não era uma carona e sim um frete exclusivo, pediu que sua secretária pagasse as despesas de combustível, no valor de cerca de R$ 20 mil. Youssef, que é investigado pela Polícia Federal por uma suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro. Durantes suas férias, em janeiro, o petista embarcou com outras sete pessoas no jatinho do doleiro, de Londrina, no Paraná, para a capital da Paraíba, João Pessoa. Segundo a assessoria de Vargas, que afirmou ter pedido o avião por conta do alto custo dos voos comerciais no período, o reembolso de combustível não foi aceito e o deputado só soube disso nesta terça. Em consulta à empresa especializada em fretamentos, a Líder Aviação, um voo em um jatinho inferior ao cedido por Youssef, o Learjet 35, custaria R$ 110 mil, com despesas de combustível incluídas. O parlamentar afirma que conhece o doleiro há 20 anos. Os dois discutiram a viagem de Vargas em ligações telefônicas interceptadas pela PF. Outra conversa trata de interesses do empresário no Ministério da Saúde, que cogita-se ser a Labogen, empresa que firmou acordo com a pasta no fim do ano passado e através do qual Youssef enviou R$ 37 milhões para o exterior. A bancada dos deputados da oposição já sinalizou que o petista deve dar detalhes do ocorrido à Conselho de Ética da Casa. Já o presidente da Câmara, Henrique Alves, disse nesta quarta-feira que a situação era de “foro íntimo”. Com informações do jornal Folha de S. Paulo.