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Em meio a risco de cisma na oposição, siglas aliadas apostam em consenso entre DEM e PMDB

Por Carol Prado

Em meio a risco de cisma na oposição, siglas aliadas apostam em consenso entre DEM e PMDB
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
As recentes informações sobre a possibilidade de racha na chamada “união das oposições” parecem já preocupar algumas das siglas aliadas coadjuvantes da ala contrária em âmbito estadual. Com a já especulada escolha do ex-governador Paulo Souto (DEM) para o cargo máximo da chapa eleitoral coordenada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), PV, PTN e PPS articulam reuniões para debater as previsões políticas e opções disponíveis, caso o supostamente insatisfeito ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) decida caminhar isolado rumo ao pleito de outubro deste ano. No cenário de incertezas, a legenda ecológica marcou para esta quarta-feira (2) um encontro da executiva estadual, voltou a pensar em uma candidatura própria da vice-prefeita da capital baiana, Célia Sacramento, e cogita parceria com a pré-pleiteante do PSB, Lídice da Mata. Já os integrantes do PTN discutiram nesta terça (31) a situação com Neto e saíram da reunião crentes em um “consenso” entre DEM e PMDB. “O prefeito nos disse que será incansável na busca pela candidatura única. Ele teve uma conversa com os correligionários e falou hoje [quarta, 1º] com os peemedebistas. Nos próximos dias, deve se reunir com os aliados para divulgar o desfecho. Só então, tomaremos alguma decisão”, explicou o presidente estadual do PTN, Maurício Bacelar, em entrevista ao Bahia Notícias. Um enlace harmonioso é também a aposta do PPS. De acordo com o presidente do partido na Bahia, Joceval Rodrigues, toda a base tem trabalhado para manter a união intacta, mas, caso o abalo seja inevitável, independentemente da decisão da sigla, devem ser afetadas também outras sete legendas consideradas “nanicas” – PRP, PTdoB, PSDC, PEN, PTC, PMN e PPL. “Eu tenho esperança que todos marchem juntos. O prefeito está realizando reuniões com Souto e Geddel. Vamos manter a frente dos oito partidos e aguardar a decisão para anunciar qualquer posicionamento”, afirmou. Contraditoriamente ou não, representantes do time capitaneado pelos socialistas se reuniram no último domingo (30) com membros do PMDB, para negociar o possível apoio à eventual cavalaria solitária de Geddel.