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Trabalhadores de empresa de bebidas não descartam greve às vésperas da Copa do Mundo

Trabalhadores de empresa de bebidas não descartam greve às vésperas da Copa do Mundo
Foto: Drago Dragonetti / Ambev
Promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins), o 2º Encontro Nacional dos Trabalhadores da Ambev, realizado em Brasília nesta quinta-feira (27), aprovou questões que podem influenciar na produção de bebidas para a Copa do Mundo. Representantes de sindicatos decidiram que a empresa tem até o meado do mês de abril para iniciar uma negociação sobre as reivindicações dos funcionários que trabalham na linha de produção das bebidas. Caso contrário, a entidade não descarta possibilidade de greve e de uma campanha de boicote aos produtos da companhia, o que pode prejudicar a produção para o mundial de futebol. Os salários dos trabalhadores da linha de produção variam de R$ 910 a R$ 1,1 mil e uma das reivindicações é para que o piso nacional passe a ser R$ 1,5 mil. Os sindicatos e as federações também reivindicam a concessão de cestas básicas ou vales-compra, participação do trabalhador no plano de saúde com valor fixo e transparência no programa de participação nos lucros. A CNTA aguarda uma reunião marcada para o próximo mês com a Ambev, quando também deve ser discutido o combate ao elevado número de acidentes e doenças ocupacionais. A empresa informou “que está e sempre estará aberta ao diálogo com os sindicados, as federações e com a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação”. Disse, porém, que as conversas devem ser de “maneira individualizada", pois acredita que esta seja a melhor forma "de assegurar o tratamento das peculiaridades locais das negociações junto aos sindicatos e aos trabalhadores das suas unidades”. As informações são do Extra.