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'Não precisa legitimar o sucesso fora e depois a Bahia aplaudir', diz atriz Andrea Elia

Por Marília Moreira

'Não precisa legitimar o sucesso fora e depois a Bahia aplaudir', diz atriz Andrea Elia
Foto: Anderson Zeg/ Divulgação
Para celebrar os 30 anos de carreira, a atriz Andrea Elia escolheu falar de crise. No primeiro monólogo estrelado (e também escrito) por ela, decidiu expor suas inquietações com um texto e atuação que estivessem dentro, mas também saíssem dela. Em "A Caixa Não é de Pandora", lançado na semana passada, Andrea vive uma escritora bem-sucedida, cujos livros figuram na lista dos mais vendidos. Durante uma das muitas conferências que costuma fazer, a personagem começa a se desconstruir (para se reconstruir) diante do público. "Qual o seu ideal de felicidade? Qual o entorno que você constrói em sua vida para ser feliz? Eu acho que todo mundo vive isso. Que bom, não é? Porque a gente não está só mais naquilo, a gente está querendo descobrir o que vem depois, qual o próximo capítulo [risos]", comentou a atriz em entrevista ao Bahia Notícias. Natural de São Paulo, Andrea é baiana. E daqui saiu poucas vezes durante os 30 anos de carreira. "Eu sempre morei aqui, só passei um tempo rápido no Rio, e mais rápido ainda em São Paulo. Minha casa é a Bahia mesmo, porque aqui eu fiz teatro a minha vida toda e encontrei um lugar para as minhas experimentações", contou. Para ela, que além de atuar e dirigir espetáculos, é dona de um curso de interpretação em Salvador e dá aulas semanais em um colégio particular de Feira de Santana, é possível viver de teatro na Bahia ."Dá para viver de teatro, dá, mas se desdobrando. Acho que a chave é a multiplicidade; não conseguiria viver somente como intérprete. Caso eu pensasse em viver somente disso, talvez eu já tivesse arrumado as malas e ido tentar a vida fora, no Sudeste. Mas como eu gosto dessa possibilidade de experimentação, eu não abro mão da Bahia, porque é onde eu posso fazer isso", sintetizou. Mesmo recusando se colocar em um papel avaliador, Andrea afirma com segurança que o teatro da Bahia é rico. "Eu vejo muito coisa acontecendo, não tem nada tímido, nada morno, nada sem cor", avaliou. E deixou um recado: "Não precisa a pessoa sair daqui, legitimar o sucesso e depois a Bahia aplaudir". Confira entrevista completa na Coluna Cultura.