Candidato a deputado federal, Aleluia diz que regulamentar mototáxi é 'complexo'
Por Rodrigo Aguiar
Foto: Hálice Freitas / Ag. Haack / Bahia Notícias
O secretário municipal de Urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia, afirmou nesta segunda-feira (3) que a regulamentação do serviço de mototáxi – liberado durante o Carnaval pela prefeitura – é uma questão “complexa”. “As grandes cidades têm dificuldade com isso. Eu diria que há entre 12 mil e 15 mil mototaxistas. No carnaval, estamos observando se alguns têm carteira”, disse. O titular declarou que menos pessoas estão utilizando o transporte individual para ir aos circuitos este ano. Segundo dados da prefeitura, houve redução de 7% na quantidade de pessoas que usaram o transporte público nos primeiros dias, em comparação com o mesmo período do ano anterior. “As pessoas estão preferindo o táxi ou mototáxi”, apontou, em visita ao praticável do Bahia Notícias e Rede Tudo FM, no Campo Grande. Aleluia informou que já foram feitas 75 denúncias contra taxistas que não aceitaram cobrar o valor da corrida pelo taxímetro e quiseram negociar um preço com os clientes. “A nossa recomendação é que as pessoas peguem táxi junto aos postos da Transalvador”, disse. Conforme o secretário, algumas empresas de ônibus podem ser punidas por não cumprirem a programação. O maior contratempo, de acordo com Aleluia, foi uma paralisação feita por rodoviários na Estação da Lapa na madrugada deste domingo (2), devido a uma agressão sofrida por um cobrador. “No geral, o trânsito está fluindo. Não há grandes engarrafamentos”, afirmou. Candidato a deputado federal nas eleições de outubro, Aleluia disse que deixa a secretaria a contragosto. “Saio contrariado. Gosto muito de trabalhar no governo de ACM Neto e só vou sair porque a lei manda. A Câmara Federal precisa de alguém que defenda princípios, valores. Nunca troquei de partido, as pessoas sabem o que penso”, declarou. Questionado sobre seu substituto na pasta, o democrata desconversou: “Acho que nem ACM Neto sabe”.
