Mensalão mineiro: tesoureiro de Azeredo pedirá prescrição do caso em abril
Foto: Agência DIV
Investigado como um dos principais integrantes do mensalão mineiro, Cláudio Mourão, tesoureiro da campanha à reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo, pedirá a prescrição do caso em abril, quando ele fará 70 anos. "O Código Penal é para todo mundo, né? Se eu completar 70 anos e não tiver sido julgado, vou usar esse direito", argumentou em entrevista ao jornal Estado de São Paulo. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal do crime de peculato e lavagem de dinheiro no esquema de coleta ilegal de recursos para a campanha de Azeredo, em 1998. Os crimes prescrevem depois de 16 anos entre o fato e o processo (2010). Quando o réu completa 70 anos, o prazo reduz a metade. Azeredo negou participação no esquema e renunciou no último dia 19 ao mandato de deputado federal, após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir ao Supremo Tribunal Federal que ele cumpra 22 anos de prisão.
