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'Carnaval não é para ser visto, é para pular', diz diretor da Fundação Gregório de Matos

Por Evilásio Júnior e Lucas Cunha

'Carnaval não é para ser visto, é para pular', diz diretor da Fundação Gregório de Matos
Foto: Robson Oliveira/Ag Haack | Bahia Notícias
O diretor da Fundação Gregório de Matos (FGM) Fernando Guerreiro entrou na discussão sobre os rumos que o Carnaval de Salvador está tomando para os próximos anos. Questionado pela reportagem do Bahia Notícias durante sua passagem pelo Camarote de Marta Goes, na Barra, o diretor teatral baiano disse que a folia baiana está perto de viver ‘uma fase magnífica’: "As pessoas estão entendendo que não é tirando nada que as coisas vão funcionar, e sim, agregando manifestações culturais que estavam isoladas". O gestor da FGM defendeu iniciativas como o Furdunço que, em sua opinião, pode trazer de volta à folia um público que estava fora da festa. "Encontrei amigos no Furdunço que há muito tempo não curtiam na rua. A gente sabe que (esse modelo de carnaval) está em crise. O formato faliu. Daqui há um, dois anos, acredito que teremos um carnaval excepcional, cada vez mais sem corda e sem abadá". O diretor teatral ainda criticou, de certa forma, o público que vai apenas para camarotes. "Carnaval não é para ser visto, é para pular", alfinetou. Guerreiro ainda reprovou a atual safra de músicas da Bahia, destacando, em contraponto, o sucesso do grupo Alavontê, formado por famosos compositores da cena musical baiana como Ricardo Chaves, Manno Góes, Magary Lord e Adelmo Casé. "Por que o Alavontê deu certo? Porque é um grupo de compositores. As músicas do carnaval de hoje são horrorosas! A crise do Carnaval também passa pela criação".