Levantamento aponta que desigualdade social resiste em grandes municípios
A desigualdade socioeconômica ainda resiste em municípios com mais de 80 mil habitantes no país, segundo estudo Anuário G100, divulgado nesta quarta-feira (26) pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP). A arrecadação das 100 cidades mais pobres e com piores indicadores sociais representa apenas 27,4% do que é arrecadado por 257 municípios de mesmo tamanho. A desigualdade é observada também quando analisada a renda per capita dos municípios mais pobres, que alcança 49% do restante dos municípios de mesmo porte. O estudo da FNP analisa as contas dos 100 municípios de mais de 80 mil habitantes com menor número do cálculo entre a receita recebida pela prefeitura e a quantidade de moradores. Segundo o estudo, levaria um século para que esses municípios atingissem a renda per capita média dos demais. Os municípios concentram 22 milhões de pessoas, ou seja, 11,2% da população brasileira. A maioria das 100 cidades está nas regiões metropolitanas dos grandes centros urbanos. “Até bem pouco tempo, o conceito era que município pequeno era município pobre e município grande era município rico. Nós quebramos essa lógica, demonstrando que existem 100 grandes municípios que têm uma população enorme, mas com discrepâncias socioeconômicas extremamente aviltantes”, disse o presidente da FNP José Fortunati, que é prefeito de Porto Alegre (RS). Informações da Agência Brasil.