Turista argentina sobre Festa de Iemanjá: ‘as pessoas se transformam em contato com o sagrado’
Por Francis Juliano // Rafael Albuquerque
A festa de Iemanjá atrai milhares de turistas brasileiros e de diversos países do mundo à Bahia todos os anos. Em 2014, a presença dos visitantes é constante. Um trio de argentinas, todas da cidade de Córdoba e que estão pela primeira vez na Bahia, acompanham os festejos com um olhar diferente. Envolvidas com as ciências sociais Valeria Molinari, 35, Catalina Figueiroa, 24, e Lucía Reano, 23, acompanham tudo de perto. Em conversa com a reportagem do Bahia Notícias, Valeria, cantora e cientista política, afirmou que esse turismo está sendo muito interessante, pois consegue aprofundar os estudos em seu campo de atuação. Já Catalina, estudante de antropologia, salientou que a festa de Iemanjá “vai ficar no tempo não só pela questão popular, mas porque as pessoas precisam desse tipo de manifestação porque elas se transformam em contato com o sagrado e transformam o mundo”. Acrescentou que, ao contrário do que se imagina, “festas como a de Iemanjá também existem na Argentina, mas com uma ligação mais indígena, a exemplo da festa da Pachamama e da festa da Madre Terra”.