‘Candomblé não deve ser seguido só por influência’, diz mãe de terreiro em Festa de Iemanjá
Por Francis Juliano / Carol Prado
Foto: Betto Jr./ Ag. Haack / Bahia Notícias
Presença certa, há 30 anos, na homenagem à Iemanjá, a mãe Lourdes, de 63 anos, integrante do terreiro candomblecista Capangueiro, localizado em Feira de Santana, chegou já na madrugada deste domingo (2) ao bairro do Rio Vermelho, em Salvador, e só deve pegar a estrada novamente no final da tarde. Em entrevista ao Bahia Notícias, na festa lotada de fiéis de todas as religiões que se mobilizam para presentear a rainha do mar, figura típica do Candomblé, ela afirmou que a religião não deve ser relacionada a modismos ou ondas passageiras. “O Candomblé não pode ser seguido apenas por influência. Ele é um dos caminhos para se aproximar de Deus e ter graças alcançadas”, disse. Já sua filha, Jurema Lívia, de 33 anos, também candomblecista, avalia como positiva a expansão da cultura africana na Bahia e, em especial, no interior. Segundo ela, Feira de Santana já abriga cerca de 200 terreiros. “Apesar de tudo, o Candomblé tem crescido e eu me sinto lisonjeada por ser procurada por pessoas de outras religiões. Estamos mais visíveis”, avaliou.
