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Sindicatos dizem que acidente em ferry é 'iminente' e disparam contra Agerba e concessionária

Sindicatos dizem que acidente em ferry é 'iminente' e disparam contra Agerba e concessionária
Foto: Ascom/ Seinfra
O acidente que aconteceu com o ferry boat Pinheiro (veja aqui), no último 20, segundo os sindicatos nacionais dos Marinheiros e dos Mestres pode ser apenas o primeiro de muitos. Sob a alegação de que a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) e a Internacional Marítima – empresa que gere a travessia – desobedecem “normas de trabalho” e não fiscalizam o sistema, os dois grupos não pouparam críticas à conservação dos navios. “O advogado das duas entidades, Carlos Roberto Silva, disse que independentemente das representações feitas junto ao Ministério Público do Trabalho, Capitania dos Portos e à Delegacia de Defesa do Consumidor, no sentido de que sejam apuradas com rigor todas as ocorrências envolvendo o sistema ferry boat, os sindicatos estão preocupados especialmente com a questão de segurança dos navios”, alertaram. Para o assessor jurídico, além da questão da proteção de passageiros e tripulantes, “há um claro desrespeito praticado pela Internacional Marítima e pelo Estado”, por meio da Agerba, ao Código de Defesa do Consumidor. “Hoje o usuário conta com uma travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica, um transporte de massa, onde não se cumpre hora para nada”, acusa o comunicado. O vice-governador do Estado e secretário de Infraestrutura (Seinfra), Otto Alencar, também não ficou fora da mira das representações sindicais. Segundo elas, ele acusou a categoria de sabotagem
(veja aqui), “mesmo sem o respaldo de qualquer investigação do caso”. “Os marítimos da Internacional Marítima não estão trabalhando dentro da jornada ideal, exercem a função sem intervalo e estão todos sobrecarregados, porque a empresa sequer contratou empregados temporários para o Verão, período de maior demanda”, finalizam os sindicatos.