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Oposição quer que Comissão de Ética avalie contratação de ONG feita por Padilha

Partidos de oposição ao governo pedirão à Comissão de Ética Pública da Presidência para avaliar a conduta do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que assinou convênio com uma entidade que tem como sócio e fundador seu pai
. O acordo, revelado nesta quinta-feira (30), foi autorizado dia 28 de dezembro do ano passado, quando Padilha já negociava saída da pasta para se dedicar à pré-campanha ao governo de São Paulo pelo PT. Nos próximos dias, o ministro deve entregar o cargo. O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), acredita que a atitude não é condizente com a conduta ética dos agentes públicos e levanta suspeita de que o convênio tenha finalidade eleitoral. Segundo o líder, foi encomendado um levantamento técnico sobre a legalidade da ONG. Ele defende a anulação do convênio. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que a Comissão de Ética deve investigar o convênio por se tratar de um caso clássico de favorecimento de parentes por agentes públicos. "É uma questão ética, uma atitude amoral que depõe contra o próprio governo. Não dá para dizer se há ilegalidades no convênio, mas há visível improbidade administrativa por tráfico de influência", afirmou o senador à Folha. Para os oposicionistas, o ato de Padilha pode ser lembrado pelos eleitores no momento do voto.