'Faremos desde jantar até show para 45 mil pessoas', diz gerente da Arena das Dunas
Por Evilásio Junior (Natal) / Fernanda Aragão
Foto: Evilasio Junior/ Bahia Notícias
Um dos problemas a serem enfrentados pelos novos estádios multiuso, feitos especialmente para a Copa do Mundo do Brasil, é a hipótese de o equipamento tornar-se um elefante branco, a exemplo do que já ocorreu na África do Sul após o torneio de 2010. Como os dois principais clubes de Natal – América (Arena América) e ABC (Frasqueirão) – possuem casa própria, a administração da Arena das Dunas pretende diversificar a oferta de produtos para além do futebol e apostar na localização do estádio, no centro da capital potiguar. De acordo como o gerente de maketing da OAS Arenas, Arthur Couto, serão realizados, na praça esportiva, eventos corporativos, exploração de espaços comerciais e a utilização da área externa ao empreendimento como “célula viva”. “Já acertamos com o América e o ABC a maioria dos jogos de maior importância. O nosso modelo é o da Amsterdam Arena. Faremos desde jantar no gramado, com holofotes ligados, até show para 45 mil pessoas”, brincou Couto em entrevista ao Bahia Notícias. “Nosso negócio principal é futebol, mas outras atividades podem ser desenvolvidas a partir da potencialização da arena”, complementou, ao destacar a venda de três tipos de camarotes diferenciados ao público. Devido a uma cláusula de confidencialidade, o acordo com as agremiações não foi revelado. Outra possibilidade admitida pela empresa é a comercialização de naming rights como em Salvador, onde a OAS administra a Arena Fonte Nova.
