'Agressão na face é para desfigurar identidade da mulher', diz cirurgiã plástica
Foto: Marília Moreira/ Bahia Notícias
Acima de 60% das mulheres que se expõem ao trauma facial são vítimas de violência doméstica, segundo estimativa da cirurgiã plástica Ana Rita de Luna Freire, que integra a equipe médica dos Hospitais Ernesto Simões e Dois de Julho. As unidades dispõem, às quartas-feiras, atendimento através do Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes com necessidade de cirurgia crânio-facial. Mulheres vítimas de violência doméstica têm oportunidade de contar com o serviço de maneira especializada, com acolhimento individual. A cirurgiã Ana Rita avalia que a reconstrução das faces das pacientes que passaram por agressão ajuda a superar os traumas gerados pela violência. “Nossa função no serviço é acolher e oferecer o melhor tratamento possível no sentido de minimizar as sequelas”, explica.
