Bellintani fala de carnaval, grandes eventos em Salvador e chama crítica de cineasta de 'primária'
Foto: Alexandre Galvão/ Bahia Notícias
Após o que foi considerado por muitos como o maior Réveillon de Salvador, Guilherme Bellintani, secretário do Desenvolvimento, Turismo e Cultura, tem a missão de preparar a cidade para o Carnaval de 2014. Em entrevista ao Bahia Notícias, o gestor comentou, entre outras coisas, o patrocínio de grandes empresas de bebidas na festa de Momo e o que, para ele, é o futuro do festejo na capital baiana. “Para mim, o ciclo de ocupação do espaço do carnaval não vai na linha “ou é trio com corda ou é trio sem corda”. Isso é uma discussão antiga. Para mim, a gente deve ir no meio do caminho”, disse, ao refutar a hipótese de que o trio sem cordas seja a solução para a revitalização do evento. Se tudo acontecer como Bellintani imagina, os donos de vagas de blocos no circuito que fazem disso um comércio paralelo terão uma dor de cabeça este ano. “Pela primeira vez, a Secretaria da Fazenda junto com a gente está fazendo um protocolo em que a gente vai acompanhar isso via CNPJ, e aí que a gente vai conhecer. Será que a empresa tal que é dona do bloco 'X' está pagando ISS? Não está porque ela está alugando para empresa tal. Então começa a ter algum problema”, esclareceu. O bloco Bróder, do ex-jogador de futebol Edilson, o "Capetinha", que já esteve envolvido em negociações paralelas, não sai mais este ano, por exemplo. “Para mim não desfila mais”, decretou. Quem ficou impressionado com o Réveillon de 2014 deve esperar muito mais da festa de 2015. Segundo o chefe da pasta, apesar dos "poucos erros", a prefeitura pecou em alguns aspectos, o que, segundo ele, não deve acontecer novamente. “O grande ponto negativo foi o anúncio em cima da hora. Não deu tempo para as pessoas reagirem a isso. Enquanto produto turístico, ainda precisamos fazer ajustes”, reconheceu. O local em que a arena será montada também ainda é um mistério, mas para os adoradores do Farol da Barra, um aviso: Há a possibilidade real de a celebração não acontecer lá. Bellintani aproveitou a oportunidade para comentar o polêmico texto do cineasta Cláudio Marques, que fez barulho nas redes sociais por dizer que o evento do Ano Novo teria sido cancelado. Segundo o secretário, a crítica é bem vinda, mas “primária”. “Ela [a crítica de Marques]carece um pouco de profundidade”, opinou. Clique aqui e confira a entrevista completa.
