Sindicato de peritos vai processar Ricardo Molina; ‘Tem que provar o que disse’, diz entidade
Por Sandro Freitas
O Sindicato dos Peritos Criminais da Bahia (Asbac-Sindicato) vai processar o perito Ricardo Molina, contratado pela família da médica Kátia Vargas para uma avaliação do acidente em que a oftalmologista teria causado a morte de dois irmãos, segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA). Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da entidade, Leonardo Fernandes, detalhou o motivo da ação, que deve ser enviada à Justiça “o mais breve possível”, o que pode acontecer logo após o recesso de final de ano. “Vamos entrar com um processo contra ele [Molina] pelas colocações que fez na imprensa. Ele falou que não foi feita perícia para beneficiar a situação. Falou que os laudos eram equivocados e que seria uma piada. Ele é técnico, não pode adjetivar, e vai ter que comprovar o que disse”, adiantou Fernandes. Com base em reportagens e declarações do perito particular, o sindicato baiano vai acionar Molina por calúnia, difamação e danos morais. O presidente da Asbac deu detalhes ao BN sobre o laudo final do caso, preparado por diversas coordenações de especialistas do estado. “O laudo foi robusto, com 39 paginas, exames complementares da engenharia, audiovisual, mecânica. Tinha foto, croqui... Levou quase 50 dias para ser expedido, não foi de um dia para o outro. Foram vários peritos que foram várias vezes ao local. o veiculo dela [Kátia Vargas] foi para a KIA [concessionária] para avaliações complementares. Não foi nada de piada, foi um trabalho sério. Os profissionais do Norte e Nordeste são referência nacional. Ele [Molina] não pode chegar, fazer as fotos dele, e dizer que o DPT [Departamento de Política Técnica] é ridículo. Ele vai ter que provar”, afirmou Leonardo. Na opinião do presidente da Asbac-Sindicato, a intenção do perito contrato pela família da médica, com as declarações de impacto, foi de “tumultuar a situação para gerar dúvida”. A instituição baiana também deve acionar a Associação Nacional dos Peritos Criminais, por avaliar que Ricardo Molina colocou em xeque a imagem dos profissionais da área.
