Líder da oposição espera bancada do PT ‘sob nova luz’ em 2014, mas ressalta grupo ‘heterogêneo’
Por Sandro Freitas
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Se a bancada de governo é só festa, o grupo de oposição termina 2013 com rusgas internas e divergências, mais uma vez evidenciadas na votação do Orçamento para 2014. Só sete dos doze integrantes da minoria voltaram contra: Gilmar Santiago (PT e líder da oposição), Waldir Pires (PT), Aladilce Souza (PcdoB), Everaldo Augusto (PcdoB), Fabíola Mansur (PSB), Silvio Humberto (PSB) e Hilton Coelho (Psol). Cinco opositores votarem junto com a bancada de governo, todos do PT, justamente o mais ferrenho opositor do DEM do prefeito ACM Neto: Henrique Carballal, Arnando Lessa, Luiz Carlos Suíca, J. Carlos Filho, Moisés Rocha. Em conversa com o Bahia Notícias, Gilmar creditou a divisão na oposição ao fato da bancada ser “heterogênea”, mas disse esperar mudanças para o ano que vem. “Nós crescemos a bancada de oposição e o PT, pela primeria vez, tem a maior bancada da Casa, com sete vereadores. É uma bancada mais heterogênea e, portanto, com um nivel de dificuldade maior para assumir posições. Eu espero que em 2014 possamos ter, sob a luz da nova direção do partido, uma ação mais unificada para estabelecer o processo de oposição qualificada na cidade. Acho que o conjunto da oposição ocumpriu seu papel em 2013 nas questões cruciais que envolveram a disputa de projetos, mesmo que âs vezes não tão unificiada. O fato desses vereadores terem votado em alguns momentos a favor de algum projeto do prefeito ACM Neto reflete exatamente a forma de pensar sobre cada projeto e o que ocorreu nos processos de votação”, avaliou.

Em relação ao orçamento, Gilmar classifou como chantagem o argumento usado pelo relator, Cláudio Tinoco (DEM), para pedir a aprovação. “Esse foi um orçamento que não acatou nenhuma emenda de vereador e que poderia ser aperfeiçoado. Ao mesmo tempo é o orçamento em que o presidente da comissão [de Finanças, Tinoco], na defesa do projeto na tribuna, praticamente fez uma chantagem a Casa. Ou seja, quem não concorda com a forma com que foi feito que abrisse mão da emenda de R$ 1 milhão que prefeito anunciou”, denunciou Gilmar, ao citar a emenda parlamentar em que cada verador poderá indicar a prefeitura como gastar R$ 1 milhão do orçamento em 2014. O petista ressaltou que a discussão da matéria foi feita sem participação efetiva da sociedade, com “o menor número de audiências” já visto. “Nós encerramos o ano com uma performance bastante positiva da Câmara, na medida em que nesse primeiro ano da legislatura ocorreram mais sessões ordinárias e audiências públicas de temas relevantes. Mas, para 2014, espero que tenhamos uma participação mais efetiva da sociedade nas discussões, para acompanhar e fiscalizar o trabalho”, finalizou o líder da oposição, que também tem esperanças de que “a força do poder econômico” tenha menos “influência sobre os projetos que estão sendo votados”.
