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Minotauro: Fraude pode ter lesado cofres baianos em R$ 20 milhões

Por David Mendes

Minotauro: Fraude pode ter lesado cofres baianos em R$ 20 milhões
Fotos: David Mendes / Bahia Notícias
As investigações da Polícia Civil da Bahia, em operação conjunta com a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) e o Ministério Público (MP-BA), para desbaratar uma quadrilha de sonegadores fiscais no estado já comprovaram R$ 6 milhões em impostos não recolhidos e a suspeita é de que, no total, a quantia ultrapasse os R$ 20 milhões. Batizada de Operação Minotauro, a ação deflagrada nesta quinta-feira (21) na Bahia e mais quatro estados brasileiros prendeu em Salvador o empresário Edson Fonseca Júnior, proprietário da Top Alto, empresa atacadista de carne bovina com sede no bairro de Pirajá, e o seu contador, Daniel Pinheiro de Queiroz Filho. A inspetora da Sefaz, Sheila Meirelles, afirmou em entrevista coletiva que a fraude consistía na abertura de diversas empresas em nomes de laranjas com o objetivo de fraudar o fisco e dificultar a cobrança. “Na medida em que os autos de infração eram lavrados e a Procuradoria partia para a cobrança, eles imediatamente fechavam as empresas e logo depois abriam novas”, informou. Além de se aproveitar de pessoas que não teriam condições de constituir companhias e pagar as dívidas, o golpe usava as empresas para importar carne bovina de outros estados e distribuir em território baiano. “A Top Alto é um grupo de empresas espalhado em diversos estados. Eles realizam todas as operações enquanto comércio de uma forma aparentemente legal, mas é ali que está havendo todo o desvio de tributo de qualquer natureza”, explicou a delegada geral adjunta da Polícia Civil, Emília Blanco.

Além de lesar os cofres públicos, conforme investigação, a Top Alto é acusada de praticar concorrência desleal contra empresários baianos do mesmo ramo. "O abate de outros estados gera imposto. Então, eles estão vindo de modo irregular competir com o mercado e com pecuaristas de nosso estado”, afirmou a representante da Sefaz. No total, oito pessoas já foram presas, de 20 mandados de busca e apreensão expedidos. Dos detidos, dois foram presos do Rio de Janeiro, dois no Pará, um em Sergipe e outro em Minas Gerais, além dos dois em Salvador. A dupla foi encaminhada, após uma confisão na sede da Dececap, para a Polinter, no Complexo Policial dos Barris, na capital baiana, onde ficará custodiada.