Máfia do ISS: Assessor com salário de R$ 2 mil doou R$ 140 mil para campanha de secretário
Secretário Eliseu Gabriel elegeu-se vereador pelo PSB
A Controladoria-Geral do Município de São Paulo investiga um assessor especial da Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo por suspeita de enriquecimento ilícito e de manter relações com a máfia do ISS (Imposto Sobre Serviços). O titular da secretaria é Eliseu Gabriel, vereador licenciado pelo PSB. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o assessor especial Tony Nagy doou R$ 140 mil para a campanha a vereador de Gabriel no ano passado, quando era seu assistente parlamentar na Câmara. Desse montante, R$ 110 mil foram doados em dinheiro. Gabriel diz não saber quanto seu assistente ganhava em 2012. No entanto, um cargo similar ao que Nagy ocupava tinha remuneração de aproximadamente R$ 2 mil líquidos por mês – ou seja, seria necessário trabalhar cinco anos e oito meses sem gastar um centavo para fazer uma doação de R$ 140 mil. Só para se ter uma ideia do porte da doação de Nagy, o Itaú-Unibanco, o segundo maior banco do país, contribuiu com R$ 30 mil na campanha de Gabriel, que consumiu um total de R$ 1 milhão. A lei prevê que uma pessoa física pode doar no máximo 10% dos seus rendimentos brutos no ano anterior à eleição. Por essa regra, Nagy teria de ter ganho brutos R$ 1,4 milhão em 2011. Atualmente, ele recebe um salário bruto de R$ 4.852, mora em uma cobertura avaliada em R$ 1,5 milhão na Vila Romana (zona oeste) e, eventualmente, vai trabalhar com um carro novo da BMW, segundo funcionários da pasta.
