Testemunha afirma à polícia que atirador não vestia camisa da Bamor
O autor do disparo que matou um adolescente de 14 anos durante uma briga generalizada, no último domingo (17), entre torcedores do Bahia e do Vitória, no Largo do Tanque, em Salvador, não usava camisa de torcida organizada. A afirmação é de uma testemunha ouvida pela Polícia Civil nesta segunda-feira (18). Segundo reportagem do Correio, o depoimento ocorreu no posto policial do Hospital Geral do Estado (HGE). Outros dois jovens, moradores do bairro do Rio Sena, também foram atingidos pelos disparos na confusão. Victor Leon D’ávila dos Santos, de 25 anos, levou um tiro na coxa direita e um jovem de 16 anos foi alvejado no pé esquerdo. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o adolescente passará por um cirurgia no HGE e tem quadro de saúde considerado estável. As vítimas contaram que esperavam o ônibus no ponto para ir ao estádio do Barradão ver a partida do rubro negro baiano, quando cerca de 20 membros de uma torcida organizada do Bahia, a Bamor, teriam começado a atirar pedras, paus e garrafas no grupo que eles integravam, que também somava cerca de 20 pessoas. Os responsáveis pelo crime fugiram e ainda não foram localizados pela polícia. Segundo moradores do Largo do Tanque, a briga entre torcidas dos dois clubes baianos é frequente na região.