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Para reitor, dívida com INSS não afetou crescimento da Ucsal: 'É factoide político'

Por José Marques

Para reitor, dívida com INSS não afetou crescimento da Ucsal: 'É factoide político'
Foto: Divulgação
O reitor da Universidade Católica de Salvador (Ucsal), José Carlos de Almeida, acusou os concorrentes à eleição da lista tríplice para o próximo mandato de “criar factoides políticos” na campanha e assegura que “renuncia à candidatura” se não for o mais votado. José Carlos comanda a universidade há 28 anos e encampa o grupo “Sou + Ucsal”, que tem como adversários os candidatos Maurício Ferreira e José Menezes, da “Renova Ucsal”. A dupla culpa a atual gestão de derrubar o número de alunos, baixar os índices do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e não tentar negociar a dívida de mais de R$ 350 milhões da entidade. Em entrevista ao Bahia Notícias, o reitor nega ponto por ponto.

 

“A Católica foi recredenciada pelo MEC [Ministério da Educação], pela portaria 1.670, de 29/11/2011, até 2021. Ou seja, a portaria diz que a Católica tem padrão de qualidade”, apontou o gestor, ao dizer que o Enade representa “apenas 20% da avaliação”. “Isso não define a avaliação. É por isso que eles mentem. O Conceito Preliminar de Cursos (CPC) leva em conta o número de doutores, o número de mestres, o regime de trabalho, a proposta pedagógica, a infraestrutura e o índice de desenvolvimento”, afirmou. Segundo ele, a Ucsal tem oito cursos com conceito 4, 16 cursos com conceito 3, cinco cursos com avaliações em andamento, cinco com indicação preliminar e quatro aguardam avaliação in loco. “Além disso, temos 1,5 milhão de vagas ociosas no Brasil, só na Bahia são 77,5 mil. Todas as instituições estão sendo afetadas”, listou. “Eles pegam o Enade porque o Enade é da mídia, assim como eles pegam o ranking da Folha de S. Paulo. Aquele ranking não vale nada”.

 

O reitor diz que a dívida com a Previdência “está na Justiça”, “nunca transitou em Julgado” e “não tem prejudicado a vida da Católica”, que “tem se expandido e conseguiu aprovação do MEC para propostas técnicas de quatro campi no interior, em Vitória da Conquista, Feira de Santana, Camaçari e Itabuna”. “O INSS tem autuado a Católica por conta de não considerar os certificados de filantropia. Isso está em nossos balanços e salientado por empresa de auditoria. O INSS considera que não tem irregularidade, mas que lá atrás, antes de eu assumir a reitoria, a gestão daquela época criou dois CNPJ distintos”, argumentou. Ele diz que aguarda na Justiça para resolver o imbróglio. A eleição dos três nomes acontece nesta terça-feira (19) e levará a um conselho os votos de professores, alunos e funcionários da faculdade para que o nome que comandará a entidade seja escolhido. “Se um deles for mais votado, eu renuncio à minha candidatura e vou apoiar a ele. Mas se eu for o mais votado, espero que o resultado das urnas seja respeitado”, garantiu.