MPL rechaça ausência de Aleluia e rebate: ‘Analfabeto funcional’
Por Alexandre Galvão
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
As declarações do secretário municipal de Urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia, de que os integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) não estudaram (veja aqui), em contraponto aos argumentos contrários do movimento à licitação do transporte público que será lançada pela prefeitura, deixaram os ativistas de cabelo em pé. Segundo avaliação do MPL, a ausência do chefe da pasta na audiência realizada nesta quarta-feira (13), na Biblioteca Central dos Barris, “demonstra o descaso da prefeitura em não querer ouvir a sociedade e seu compromisso apenas com os empresários de transporte, enquanto a população continua usando um serviço de péssima qualidade”. O que Aleluia chamou de “falta de noção” do MPL foi classificado pelo grupo como “um erro de interpretação do secretário”. “O secretário Aleluia não entendeu e achou que estávamos nos referindo apenas à qualidade dos pneus. É um caso de analfabetismo funcional, aquele que lê, mas não entende uma sentença. Isso sim é coisa de gente que não estudou”, rebateram. O MPL voltou a reivindicar um Fundo de Transporte gerido pelo poder público; uma licitação baseada no menor preço, com a desoneração de impostos do governo federal e a diminuição da tarifa para pelo menos R$2,50; um novo modelo de Conselho Municipal de Transporte, com ampla participação popular; e a criação de uma frota reguladora municipal.
