Hadadd diz que controlador tem carta branca para investigar prefeitura
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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (12) que o controlador-geral do município, Mario Spinelli, pode investigar quem quiser na prefeitura da capital paulista. A declaração foi dada como resposta após o gestor paulistano ser questionado sobre a permanência de Eduardo Horle Barcellos por um período de cerca de três meses na equipe do secretário de Hadadd, Antonio Donato. Barcellos foi um dos quatro auditores presos, acusados de participar do esquema de fraude ao ISS durante a gestão Kassab (PSD). "Ele [Spinelli] não precisa pedir licença para mim, ele tem carta branca para agir. Ele sabe o momento correto, como fazer para chegar à verdade. Todas as pessoas que estão no Executivo municipal estão sujeitas ao controle da CGM", disse o prefeito à Folha. Donato também foi responsável pela indicação de outro auditor, Ronilson Bezerra Rodrigues, suspeito de chefiar a fraude estimada em R$ 500 milhões, para a diretoria de finanças da SPTrans (empresa municipal de transporte) – cargo ocupado por Ronilson de fevereiro a junho último. "Eles tentaram uma aproximação, tentaram se mostrar como servidores apartidários e dispostos a colaborar com a administração. Gente desse tipo tenta se aproximar de quem tem influência para se proteger. Não é absurdo que eles tenham feito isso. As pessoas vão em busca de proteção, sobretudo aqueles que estão cometendo delitos", relatou.
