Aliado de Neto cita New York Times para criticar Estado; jornal também traz problemas da prefeitura
Por Sandro Freitas
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
A reportagem publicada pelo jornal The New York Times neste final de semana (ver aqui e aqui) deve render um bom material para a oposição, seja ao governo do Estado ou à prefeitura de Salvador. A matéria traça um perfil da cidade, em especial da violência soteropolitana, um dos pontos que, para a publicação, sintetiza o “lado obscuro” da capital baiana. O texto foi utilizado pelo vice-líder da oposição ao governador Jaques Wagner (PT), deputado estadual Bruno Reis (PMDB), para criticar as ações de segurança em toda a Bahia, principalmente em Salvador. O parlamentar classificou a matéria como “uma vergonha”, por traduzir a cidade como “capital do homicídio no Brasil”. “A redução da criminalidade só aparece nas estatísticas do Estado. Os institutos sérios de pesquisa atestam justamente o contrário. São esses institutos que revelam o que as pessoas vivem nas ruas, onde ficou cada vez mais comum enfrentar roubos, furtos, tiroteios, sequestros, assaltos a bancos, homicídios e mais um conjunto de modalidade de crimes cometidos atualmente. A política de segurança pública deu tanto espaço ao bandido que agora nem o comandante-geral da Polícia Militar [Alfredo Castro] passa ileso. O tal ‘pacto pela vida’ da propaganda do governo não tem, em nada, beneficiado a vida da população baiana”, disparou o peemedebista. No entanto, a oposição na Câmara de Vereadores também tem vasto material na reportagem do jornal americano, que, além da violência, cita também o abandono de prédios que viraram “ruínas” e bairros da capital de “beleza eterna” com diversos outros problemas, o que leva soteropolitanos a “se revoltarem” contra o município. Outros pontos mencionado pelo jornalista Simon Romero que são de responsabilidade direta da gestão municipal são: o trânsito que pode se igualar a qualquer cidade da América do Sul em um ranking de “caos e violência”; o desafio de resolver o problema do transporte público sem o metrô; além da decadência e o uso de drogas no Pelourinho.
