Vereadores esvaziam reunião que discutiria CEIs da Saúde, Metrô e Setps
Por Rodrigo Aguiar
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Os vereadores de Salvador faltaram em peso à reunião de líderes convocada para a manhã desta terça-feira (5), na qual seriam discutidas, entre outros assuntos, a instalação de Comissões Especiais de Inquérito (CEIs) na Câmara da capital baiana. Segundo informações do líder da bancada de governo, Joceval Rodrigues (PPS), apenas representantes de sete partidos atenderam ao chamado do presidente da Casa, Paulo Câmara, que convocou a reunião. Atualmente, 22 siglas tem representação no Legislativo soteropolitano. “Não houve quórum para a reunião. Pelo menos 12 representantes precisariam vir”, relatou o líder da maioria. O assunto CEI voltou à pauta de discussão da Câmara após um “desafio” feito entre os vereadores Henrique Carballal (PT) e Paulo Câmara. O petista propôs na semana passada a formação de uma CEI para investigar o metrô calça-curta. Acredita-se que o objetivo de Carballal era atingir um aliado do adversário: o deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB). Foi durante a gestão do tucano no Palácio Thomé de Souza que foram iniciadas as obras do modal. Provocado, Câmara reagiu, disse que não seria empecilho para instalação de qualquer colegiado e sugeriu a formação de mais duas CEIs: da Saúde – que se debruçaria sobre o caso Neylton – e do Setps [Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador]. A primeira comissão investigaria o caso do servidor Neylton da Silveira, morto na Secretaria Municipal de Saúde, na época comandada pelo PT. O segundo colegiado seria uma forma de ampliar a CEI do Metrô e criar uma “CEI da mobilidade urbana”, defendeu o tucano. O embate ganhou outros contornos, pelos comentários que correm na Casa sobre a suposta existência de uma “bancada do buzu”, ligada a empresários do setor de transporte. Com a possibilidade de uma ou mais CEIs na Câmara, ganhou força o discurso de que as investigações poderiam “paralisar” a Casa ou de que não há “fator motivador” para a formação das comissões.
