Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

Protesto na Rocinha pede que policiais entreguem corpo de Amarildo

Protesto na Rocinha pede que policiais entreguem corpo de Amarildo
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
Cerca de 50 pessoas, entre parentes, amigos e membros de organizações não governamentais (ONGs), acompanharam neste sábado (2), Dia de Finados, a família do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, em uma caminhada até a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), no alto da comunidade da Rocinha, onde fizeram o enterro simbólico de um manequim, que representava Amarildo. No dia 14 de julho, Amarildo foi levado por policiais da UPP para averiguação até a base da unidade e desapareceu.  Até agora, 25 policiais militares foram indiciados, acusados de participação na tortura e morte do ajudante de pedreiro. Segurando máscaras com o rosto do pedreiro e faixas de protesto, os manifestantes exigiam da polícia que entregasse os restos mortais de Amarildo para que pudessem ser enterrados. A mulher do pedreiro, Elizabeth Gomes da Silva, disse estar homenageando o marido no Dia de Finados, embora sem saber o destino que deram ao seu corpo. “A pior coisa é matarem alguém da sua família e você não ter como enterrar o corpo. Eu gritei desde o começo e estou gritando até agora, porque quero os restos mortais do Amarildo. Porque os policiais estão presos, mas até agora não deram o corpo do meu marido, pelo menos os ossos, para a gente dar um enterro digno”. Segundo a Agência Brasil, o diretor executivo da ONG Rio de Paz, Antonio Carlos Costa,  que organizou a caminhada, disse à Agência Brasil que a reivindicação da família de Amarildo é um desejo legítimo. “Nós entendemos que esse caso, a forma como a sociedade, os meios de comunicação estão lidando com ele, é um divisor de águas na história da segurança pública do Rio de Janeiro”. Ele lembrou que, há 20 anos, a morte de um pobre não causaria tamanhas comoção nem mobilização. “Isto porque um Brasil novo está emergindo. Um Brasil em que não cola mais você tentar desqualificar a vítima na perspectiva de justificar o ato criminoso”.