SP: Incorporadora admite pagamento de R$ 4,1 milhões a servidores presos
Um diretor da Brookfield, incorporadora citada nas investigações sobre pagamento de propina para liberar imóveis novos, admitiu nesta sexta-feira (1º) que pagou propina ao grupo de servidores da prefeitura de São Paulo presos na última quarta (30). Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o valor pago aos fiscais foi de R$ 4,1 milhões para liberar 20 empreendimentos do pagamento do valor total do Imposto sobre Serviços (ISS). Os servidores cobravam comissões para que os empreendedores pagassem menos ISS. A quitação desse imposto é essencial para a obtenção do habite-se, a autorização oficial para o imóvel ser ocupado. O dinheiro da Brookfield foi transferido para a empresa de um dos fiscais envolvidos, Luis Alexandre Cardoso Magalhães. É a segunda vez que a Brookfield aparece em escândalos desse gênero. A Brookfield aparece no chamado caso Aref, uma referência a Hussain Aref Saab, ex-diretor do Aprov, setor de Aprovação de Edificações na gestão de Gilberto Kassab (PSD). Quatro diretores da Brookfield são réus no processo, sob acusação de terem pago R$ 1,6 milhão a Aref e ao vereador Aurélio Miguel (PP). Ambos negam terem cometidos irregularidades.