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Serra critica antecipação de debate eleitoral: ‘Consequência foi fenômeno Marina-Eduardo’

Por David Mendes

Serra critica antecipação de debate eleitoral: ‘Consequência foi fenômeno Marina-Eduardo’
Foto: Luís Ganem
O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) criticou o que considera uma antecipação do debate sobre as eleições presidenciais de 2014. O tucano desembarcou em Salvador nesta quinta-feira (24) para participar de um encontro, organizado pela Assossiação Baiana de Supermercados (Abase), com empresários do ramo e de outros segmentos, além de profissionais liberais. Para o peessedebista, que participou do programa Bahia Notícias no Ar, apresentado por Samuel Celestino e Daniela Prata, na Rede Tudo FM, os maiores prejudicados pelas discussões a mais de um ano antes do pleito são a própria presidente Dilma Rousseff e o PT. “A questão eleitoral começou cedo demais. Isso não foi bom para o governo. A [presidente] Dilma passou dois anos perplexa com a herança que recebeu do próprio governo Lula, do qual ela participou. Muitas dificuldades, porque Lula governou até quando estava tudo bem, mas os problemas foram acumulados e eclodiram já no mandato dela. E passou mais
dois anos agora fazendo campanha. Governar que é bom, mesmo, não aconteceu. Essa é a realidade e isso não foi bom nem para o país e nem para eles, porque colocou todo mundo em evidência e tudo passa a ser julgado em função da eleição”, considerou. No entendimento dele, a oposição também não deveria ter entrado no debate agora. “É tudo prematuro. E umas das consequências foi essa surpresa do fenômeno de juntar a futura Rede, da Marina [Silva], com o PSB, partido do governador Eduardo Campos”, analisou. Serra, que chegou a ser convidado para se filiar ao PPS e disputar a Presidência em 2014, garantiu que permanecerá no ninho tucano, mesmo após o senador mineiro Aécio Neves também ter “antecipado” a postulação ao cargo de mandatário brasileiro. Segundo o ex-governador, o seu partido só baterá o martelo sobre a questão no próximo ano. “Houve um entendimento de que O PSDB deve se definir, definitivamente, a respeito da eleição, a partir de março ou abril do ano que vem. E se você me perguntar: ‘Você gostaria de ser presidente da República?’. Eu gostaria. Eu me acho preparado para isso e saberia como me desempenhar. Mas isso não é uma escolha pessoal: é uma escolha da população, das circunstâncias. E as circunstâncias estão dadas. Teremos novas. De maneira que vamos aguardar e vamos continuar trabalhando, discutindo, e é o que eu tenho feito”, afirmou.