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Quantidade de pontos de venda na Orla é insuficiente, reclamam barraqueiros

Quantidade de pontos de venda na Orla é insuficiente, reclamam barraqueiros
Prefeitura vai liberar 200 kits | Foto: TripAdvisor
O número kits móveis que a prefeitura de Salvador distribuirá para os permissionários que trabalharão nas praias da capital baiana é considerado insuficiente pela Associação de Barraqueiros. Reportagem do jornal A Tarde mostra que 500 negociantes tiveram suas instalações demolidas após decisão da Justiça Federal, em 2010, e a administração municipal pretende licitar apenas 200 pontos de venda na Orla. A prefeitura deve publicar nos próximos dias, no Diário Oficial do Município, as "normas de ordenamento da faixa de areia" que vai de São Tomé de Paripe até Ipitanga. Deverá ser publicado também um chamamento público. "Vamos convidar empresas interessadas em apoiar os equipamentos em troca de publicidade. Eles vão arcar com os kits e doar para a prefeitura", destacou a secretária municipal de Ordem Pública, Rosemma Maluf. O gestão soteropolitana cogitou, inicialmente, ter 250 equipamentos, mas, após avaliação, decidiu que serão 200 na primeira etapa. "Acredito que no final de novembro ou início de dezembro eles já estarão trabalhando", acrescentou o secretário municipal da Casa Civil, Albérico Mascarenhas. Para os 200 kits móveis, a licitação prevê um valor mínimo de R$ 250 por mês. "Quem der mais, leva", diz Mascarenhas. Estão sendo definidos também os pontos móveis na faixa de areia. "Não pode cozinhar alimentos no local. Só pode levar pronto", acrescentou o chefe da pasta. Entretanto, o planejamento da prefeitura vai de encontro ao que desejam os ex-barraqueiros. "Não existe necessidade de ser licitado. Se for assim, vamos entrar com uma ação contra a prefeitura. Tiraram nosso ganha pão", criticou o presidente da associação, Alan Rebelato. O kit é composto por uma tenda de 9 m², uma caixa térmica para guardar bebidas, 20 mesas (baquetas), 20 sombreiros e 40 cadeiras reclináveis. Cada permissionário só poderá ter uma licença, que, segundo Rosema, não poderá ser vendida, repassada ou emprestada.