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Caso Mckinsey: Lessa questiona se prefeitura pagou R$ 6 mi por serviço que garantiu ser de graça

Por Sandro Freitas

Caso Mckinsey: Lessa questiona se prefeitura pagou R$ 6 mi por serviço que garantiu ser de graça
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
A contratação da Mckinsey promete virar uma dor de cabeça daquelas para o prefeito ACM Neto (DEM), que vai ter de explicar melhor o motivo de ter pago R$ 6 milhões para o grupo de consultoria, sem licitação, com a argumentação da Casa Civil de que se trata de uma empresa “reconhecida mundialmente” e “necessária” para implantar o Planejamento Estratégico 2013-2016. Em entrevista ao Bahia Notícias, o vereador Arnando Lessa (PT) questionou a suposta “benevolência” da Mckinsey e levantou a suspeita de que o pagamento na verdade teria sido por um serviço anunciado como gratuito em 2012. O petista questionou se o grupo paulista foi anunciado como uma consultoria que aceitou trabalhar sem cobrar para ajudar a cidade (ver aqui e aqui), mas em menos de um ano teria levado de presente um contrato de R$ 6 milhões para implantar o plano que ajudou a montar. “É mais uma dessas coisas extraordinárias que acontecem nessa gestão. A Mckinsey foi anunciada na transição como uma colaboradora que veio gratuitamente para ajudar na reforma administrativa [...] Uma benevolência e uma contribuição para a cidade. Merecia uma homenagem essa empresa que tinha essa visão de voluntarismo e colaboração”, ironizou o vereador, que logo depois partiu para o ataque e afirmou que a prefeitura “tenta explicar o inexplicável”.
 

“Essa inexigibilidade [contratação sem licitação] é um instrumento extremamente questionável de que somente uma empresa pode executar o serviço. Tenho certeza que existem, se não centenas, dezenas de empresas no Brasil, na Bahia e em Salvador, que poderiam prestar os mesmo serviços por R$ 6 milhões. Aí pergunto se esses R$ 6 milhões são o pagamento daquilo que em novembro [de 2012] foi gratuito. Esses R$ 6 milhões são por aquilo que foi anunciado na semana passada, o livro? (ver aqui e aqui)”, pontuou. Sobre a contratação similar que a Secretaria Estadual de Planejamento, comanda pelo também petista José Sérgio Gabrielli, fez com a mesma Mckinsey, Lessa primeiro disse que foi “um erro” do correligionário, depois ressaltou que tem como dever fiscalizar a prefeitura e finalizou com a afirmação de que os trâmites usados pela Casa Civil de Salvador foram diferentes. “Eu sou vereador e me compete fiscalizar o Executivo Municipal. Se existe questionamento para o projeto da ponte, eu deixo para que os deputados estaduais o façam. [...] A ponte não teve consultoria de graça antes e depois contratação para o projeto. Existe uma diferença”, defendeu.