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'Pleito não pode ser dirigido apenas ao governo', diz Dilma sobre reivindicações dos prefeitos

Por David Mendes

'Pleito não pode ser dirigido apenas ao governo', diz Dilma sobre reivindicações dos prefeitos
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Os pleitos dos prefeitos baianos, que buscam o aumento das suas receitas, só terão êxito caso haja uma discussão de todas as desonerações propostas. A afirmação é da presidente Dilma Rousseff (PT), durante entrevista na manhã desta quarta-feira (15) na Rede Tudo FM e Rádio Sociedade AM, em transmissão simultânea. Diversos gestores baianos desembarcaram em Brasília esta semana para tentar emplacar as suas reivindicações que, segundo eles, garantem o pagamento dos custeios das administrações municipais e a manutenção dos serviços públicos essenciais à população. “Não tem sentido o pleito ser dirigido apenas ao governo federal. Trata-se de uma questão que tem que ser colocada no âmbito de uma reforma tributária e de uma discussão sobre as responsabilidades e desonerações de todos os entes federados”, afirmou a petista. Entre as propostas, os alcaides pedem o aumento de 2% no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a regulamentação dos valores mínimos aplicadas pela União nas ações de saúde e a atualização do rol de atividades do Imposto Sobre Serviço (ISS) para que a retenção seja realizada no local da prestação do serviço. Para a líder nacional, o passo mais importante para tentar resolver o problema da arrecadação, e que envolve não só os governos, mas também os empresários, seria o fim da guerra fiscal. “A discussão específica de se aumentar FPM e diminuir FPE [Fundo de Participação dos Estados], ou se aumenta a participação do governo federal, tem que ser feita em um contexto de discussão de todas as desonerações”, afirmou. A presidente ainda informou que o governo federal tem tomado medidas para ajudar as prefeituras a bancar os gastos das máquinas públicas. “No programa Mais Médicos, o governo federal está assumindo o pagamento dos médicos com R$ 10 mil para cada bolsa dada, o que possibilita a permanência do profissional no município sem comprometer a folha de pagamento da prefeitura. Transferimos ainda R$ 4 mil por mês para a equipe acompanhar o médico ou para a manutenção do posto que o prefeito escolher. Se esta equipe que acompanhar o médico tiver integrada por um profissional de saúde bucal, um dentista, o governo federal repassa um adicional que varia entre R$ 2 mil a R$ 3,9 mil por mês”, explicou a chefe do Executivo, que esteve na Bahia nesta terça (14) para anunciar obras do metrô de Salvador e entregar casas do programa “Minha Casa, Minha Vida” em Vitória Conquista, no sudoeste baiano (ver aqui)
 e (aqui).