Líder palestino Yasser Arafat pode ter sido envenenado, admite laboratório suíço
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Um grupo de cientistas suíços admite que o antigo líder palestino Yasser Arafat, que morreu em Paris em 2004, tenha sido envenenado com polônio-210 radioativo. A suspeita foi publicada em um artigo na última edição da revista médica britânica "The Lancet". Para chegar à constatação, os especialistas do Instituto de Radiofísica do Hospital Universitário de Lausanne fizeram análise radiotoxicológica de 38 objetos pessoais de Arafat – que incluem roupa íntima, escova de dentes e roupa esportiva, entre outros – para comparar a outras 37 mostras não contaminadas. Em 2012, pesquisadores do centro suíço apresentaram uma investigação e disseram ter achado um "inexplicável" maior conteúdo de polônio-210 nos pertences de Arafat. "As descobertas reforçam a possibilidade de que Arafat tenha sido envenenado com polônio", afirma o estudo. O polônio-210, substância considerada altamente radioativa, foi utilizada para acabar em 2006 em Londres com a vida do antigo espião russo transformado em inimigo do Kremlin, Alexander Litvinenko. Em julho de 2012, a viúva de Yasser Arafat denunciou diante de um tribunal da cidade francesa de Nanterre a possível morte por envenenamento do marido. Informações do UOL.
