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Carballal deixa parceiros tontos na Câmara

Por Ricardo Luzbel

Carballal deixa parceiros tontos na Câmara
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Na discussão do projeto que prevê a isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS) para construção e gestão do metrô de Salvador, realizada nesta quarta-feira (9), na Câmara Municipal de Salvador (ver aqui, aqui, aqui e aqui), ficou mais uma vez evidenciado que o Partido dos Trabalhadores possui comandos conflitantes. Na aprovação das novas regras de cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), há 15 dias (ver aqui e aqui), os vereadores do PT já não se entendiam e deixaram o líder da bancada de oposição, Gilmar Santiago (PT), a ver navios. Nesta quarta, a história se repetiu. Apesar de estar presente no momento da contagem do quorum, o vereador petista Henrique Carballal desde cedo orientava colegas de diversos partidos políticos a se ausentarem do plenário, com a justificativa de que a votação não ocorreria, mediante a utilização até do argumento de que se tratava de uma orientação direta do secretário estadual de Relações Institucionais, Cezar Lisboa. Não satisfeito, segundo relato de edis presentes, Carballal se reuniu a portas fechadas com o grupo de vereadores para pressioná-los a se ausentar da votação. Aliás, a posição de Carballal já tinha sido implicitamente externada na Câmara, no último dia 2, na presença do chefe da Casa Civil do Estado, Rui Costa (PT), e do secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Cícero Monteiro, momento em que se apresentou como maior crítico das ações do governo estadual, o que causou desconforto. Alguns atribuem a rebeldia ao chefe político-empresarial a quem Carballal é ligado. Outros acreditam se tratar de retaliação em função do próprio desgaste que ele tem acumulado nas hostes petistas. Outros ainda consideram o fato ligado a expectativas frustradas de benesses – leia-se obras e cargos – prometidas pelo governo.