Greenwald nega documentos à CPI: 'Governo e jornalismo devem ficar separados', afirmou
Glenn foi ouvido na CPI da Espionagem, no Senado | Foto: Agência Senado
O jornalista norte-americano Glenn Greenwald prestou depoimento novamente, nesta quarta-feira (8), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Espionagem, no Senado. O profissional de imprensa garantiu que tem publicado tudo o que sabe sobre os documentos que tratam da investigação que a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos fez sobre as comunicações brasileiras. O senador Pedro Taques (PDT-MT) propôs ao estrangeiro que entregasse ao colegiado os documentos que tem para serem analisados. “Nós não podemos ficar sendo pautados por programas de televisão”, disse o parlamentar. Taques propôs que a documentação fique sob a guarda da CPI com a ressalva de que o jornalista tenha acesso a eles para continuar com as suas publicações. “São documentos onde há ao menos indício de crimes. E documentos onde há indício de crimes podem ser objeto de busca e apreensão. Então sugiro que ele deixe esses documentos sob a guarda do Senado, desta CPI, e possa ter acesso a eles para executar seu trabalho”, completou. Greenwald não aceitou a proposta de entregar os documentos. Ele alegou que se expõe a riscos ao buscar e publicar os dados que comprovam a espionagem norte-americana, e que prefere manter o trabalho jornalístico apartado do governo. “Estou publicando todas as informações com muito risco. Eu não estou segurando documentos relevantes, eu não estou segurando informações importantes. Toda informação que eu tenho sobre espionagem contra o Brasil eu estou publicando, não estou segurando. O governo e o jornalismo são separados e devem ficar separados”, declarou.
