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Rio: 22 pessoas podem ter sido torturadas por PMs da UPP da Rocinha

O delegado da Divisão de Homicídios (DH), Rivaldo Barbosa, afirmou na noite dessa sexta-feira (4) que, no inquérito que apurou o desaparecimento de Amarildo de Souza, há depoimentos de 22 pessoas que foram torturadas por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha desde março último. Segundo o delegado, os PMs espancavam, davam choques elétricos, obrigavam as pessoas a ingerirem cera líquida e as sufocavam com saco plástico para que as vítimas revelassem informações sobre traficantes e o esconderijo de armas e drogas. Rivaldo informou, no entanto, que não há provas técnicas de que Amarildo tenha sido torturado, mas ele teria sido vítima porque os policiais buscavam informações sobre um paiol do tráfico. O delegado revelou ainda que um dos indícios do envolvimento dos policiais no crime é uma conversa por telefone do major Edson, ex-comandante da UPP, com o soldado Douglas Vital Machado, que também está denunciado. Rivaldo também disse que oito corpos encontrados no estado estão passando por perícia para saber se um deles é o de Amarildo. Informações do jornal O Globo.