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Sem grandes mudanças, boates de SSA deixam frequentadores inseguros oito meses após tragédia

Por Carol Prado

Sem grandes mudanças, boates de SSA deixam frequentadores inseguros oito meses após tragédia
Foto: Divulgação
Oito meses se passaram desde que um incêndio provocou a morte de 242 pessoas na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A tragédia, é claro, deixou “baladeiros” histéricos por todo o país e, em Salvador, a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) resolveu, em fevereiro deste ano, realizar um mutirão de fiscalização e interditar boates queridinhas da noite baiana, emblemáticas quando o assunto é falta de segurança. A Borracharia, por exemplo, localizada no boêmio bairro do Rio Vermelho, foi a primeira a ser afetada pela medida emergencial e permaneceu fechada durante sete meses para reforma. Hoje, mesmo com os ânimos mais acalmados, muitos frequentadores garantem que pouca coisa mudou com as obras e ainda se sentem temerosos dentro do estabelecimento. “Não vi muita diferença. A parte interna foi fechada e ar-condicionados instalados. Reduziram o número de pneus que compõem a decoração e só. Isso, para mim, não significa segurança”, avaliou a bacharel em Direito Isabella Abreu. Ainda tiveram que passar por mudanças a San Sebastian, também situada no Rio Vermelho, Off Club, na Barra, e The Hall, na Pituba. Entre as exigências da Sucom, estão a implementação de sinalização e iluminação adequadas para permitir a visualização das saídas de emergência, instalação de extintores e organização de brigadas de incêndio.


O superintendente da Sucom, Silvio Pinheiro, admite que houve "mais empenho" nas fiscalizações às boates logo após a tragédia em Santa Maria

Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (30), o superintendente da autarquia, Silvio Pinheiro, disse que a fiscalização regular continua a ser realizada nos locais notificados, mas admitiu que houve um “empenho maior” logo após a ocorrência em Santa Maria. “Não existiu afrouxamento. As vistorias continuam sendo feitas, mas, depois que identificamos as mudanças necessárias nos lugares interditados, não precisamos voltar toda semana para conferir”, argumentou. Para o estudante Júnior Barreto, frequentador da The Hall, porém, a atuação do órgão não tem sido suficiente para aumentar a confiança no local. “Continua a mesma coisa. Tem uma saída e uma entrada. Não percebi nenhuma diferença em relação a como era a boate há alguns anos atrás”, descreveu. De acordo com um dos sócios do estabelecimento, Maurício Azevedo, a casa já passou por todas as mudanças solicitadas e conta, atualmente, com um plano de segurança considerado ideal pela prefeitura. “Temos duas saídas de emergência, uma equipe de seis brigadistas, posto médico e dois hidrantes”, citou. Somente a San Sebastian, voltada ao público gay, foi bem julgada no conceito dos leitores festivos do BN. “Mudou muito com a reforma, principalmente em relação à iluminação. Antes não dava para ver onde eram as saídas. Hoje, consigo localizar facilmente onde estão as rotas de fuga”, opinou a estudante Naiana Ribeiro.