Revista na Câmara divide opiniões; integrante da OAB-BA fala em 'constrangimento'
Foto: Maiana Marques / Bahia Notícias
A revista de bolsas e volumes das pessoas que acessam as galerias da Câmara Municipal de Salvador foi iniciada nesta segunda-feira (9), como havia anunciado o presidente do Legislativo soteropolitano, Paulo Câmara (PSDB). Adotada após a tensa sessão da última quarta (4) – quando o vereador David Rios (PSD) foi atingido por um ovo – a medida divide opiniões, mesmo entre os vereadores. A base governista apoia a iniciativa de Câmara, enquanto integrantes da oposição definem a nova regra como “precipitada” ou “desproporcional”, além de defenderem que o episódio da última quarta foi um caso isolado. Em entrevista ao jornal A Tarde, o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-BA, Eduardo Rodrigues, afirmou que a revista poderá causar demandas judiciais, da forma como está definida. “Infelizmente, a medida pode criar não só o constrangimento ativo, mas a perspectiva de poder passar por constrangimento. Isso pode afastar as pessoas”, avaliou. Para superar o problema, Rodrigues sugere a revista impessoal, com detector de metais e raios-X. O presidente da Casa já disse ao Bahia Notícias que utilizaria um detector caso conseguisse o aparelho emprestado
, pois não teria como comprar um.
