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MPL não vai participar de protesto e acusa direita de se ‘infiltrar’ no movimento

Por Evilásio Jr. / Sandro Freitas

MPL não vai participar de protesto e acusa direita de se ‘infiltrar’ no movimento
Fotos: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Enquanto no Rio de Janeiro manifestantes já foram até presos durante as comemorações do Dia da Independência, neste sábado (7), em Salvador o movimento é pacífico e sem qualquer tipo de conflito. Com autoridades presentes, a preocupação é grande com a segurança de todos, mas quem foi ao Campo Grande para protestar tem adotado uma política de não violência, pelo menos até agora. Um dos grandes representantes das manifestações de junho, o Movimento Passe Livre, também está no local, de acordo com um dos principais membros do grupo, Walter Takemoto. Ele relatou que muitos integrantes estão espalhados pelo centro da capital baiana, mas adiantou ao Bahia Notícias que o MPL não vai participar da manifestação marcada pelas redes sociais, com saída às 14h do Campo Grande até a Fonte Nova e com final marcado para a Avenida Joana Angélica. Takemoto denunciou o que enxerga como “infiltração” da “direita” no protesto, que deve ter como marca críticas aos governos federal, estadual e municipal (dois de esquerda e um com ótimo trânsito em todos os lados). Pelas redes sociais, os manifestantes que agendaram a passeata garantem que não são partidários e prometem levantar bandeiras que vão desde o mensalão até a CPI da Copa, passando por educação e saúde.

Por enquanto, alguns grupos se aglomeram debaixo de chuva ao lado do Teatro Castro Alves, em posição oposta ao desfile militar. Entre eles estão até vereadores, como os verdes Ana Rita Tavares e Marcell Moraes, separados por alguns metros e bandeiras, apesar da causa comum: defesa dos animais. Também estão presentes ambulantes que cobram do prefeito ACM Neto (DEM) uma suposta promessa de garantir o trabalho de 700 profissionais da área; grupos de capoeiristas; moradores de Pirajá que há nove anos aguardam a entrega de imóveis do Minha Casa Minha Vida; centrais sindicais; e até a Frente Brasileira de Direitos Humanos, entidade ligada ao polêmico deputado federal e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP).