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Oposição mantém discurso e questiona ampliação do uso de Reda

Por Sandro Freitas

Oposição mantém discurso e questiona ampliação do uso de Reda
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Apesar das alegações e explicações do secretário Municipal de Gestão, Alexandre Paupério, a bancada de oposição na Câmara de Vereadores manteve o discurso e sinaliza temer que a “prefeitura se acomode” e deixe de realizar concursos públicos com a ampliação do o Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), aprovada na última quarta-feira (4). Em entrevista ao Bahia Notícias Paupério afirmou que não existe a possibilidade da gestão municipal deixar de realizar processos seletivos e ainda garantiu que a mudança na lei não será usada para substituir servidores, lembrando que existem órgãos de controle como o Ministério Público. No entanto, a oposição negou que tenha usado argumentos “falaciosos”, como acusou o secretário. “Argumentamos que a ampliação dos critérios para a contratação através do Reda levará a prefeitura a acomodação e não realização de concurso público. A legislação aprovada permite que a mesma pessoa (que pode ser selecionada de forma simplificada, através de análise de curriculum, o que pode dar margem a direcionamento na contratação), permaneça na instituição, por quatro anos, ou seja, durante um período inteiro de governo. Isso pode levar à acomodação da gestão que poderá lançar mão da contratação temporária e não realizar o concurso público”, diz a nota da enviado ao BN pelo líder da bancada de oposição, vereador Gilmar Santiago (PT).  Ele ainda argumentou que a antiga lei, com um ano máximo de Reda, seria suficiente e ainda criticou o secretário por “não discutir com os servidores alguns aspectos das mensagens enviadas, como essa questão do Reda que é muito polêmica”. Atualmente, a prefeitura de Salvador tem apenas 5,7% dos funcionários via Reda. Só ao final da gestão do prefeito ACM Neto (DEM) será possível precisar se estava certo o vereador ou o secretário, com o aumento, manutenção ou redução deste porcentual.