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Trânsito de SSA cria 'sedentarismo obrigatório', diz presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Trânsito de SSA cria 'sedentarismo obrigatório', diz presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia
Foto: Marcela Gelinski / Bahia Notícias
Se juntar todas as causas de mortes ocorridas no mundo, sejam elas decorridas de câncer, Aids, acidentes de trânsito, doenças respiratórias etc, todas elas juntas não superam o poder mortífero das enfermidades cardiovasculares. Nos últimos dez anos, 30% da população mundial morreu abatida pelas DCVs, que crescem junto com as cidades em estresse e pressão alta. Soma-se a isso, obesidade, colesterol alto, tabagismo e excesso de sal, os sete principais fatores de risco dos atestados de óbito. A proporção para o Brasil é quase a mesma. Um terço dos brasileiros desenvolve os mesmos riscos, informou o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o baiano Jadelson Andrade. Segundo ele, a tarefa de reduzir os implacáveis índices passa por um processo de conscientização. No Brasil, a entidade faz um projeto de educação em escolas de São Paulo [Programa Nacional de Prevenção Cardiovascular], que deve chegar à Bahia no próximo ano. Em entrevista ao Bahia Notícias, o médico ainda falou sobre a batalha contra o sal - que passa pela aprovação de projetos, entre eles o que obriga empresas a informar o teor de sódio em alimentos -, e comentou a recente pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) que associa trânsito eficiente a benefícios para a saúde pública. “Hoje, em uma capital como Salvador, que tem um trânsito terrível, você vive um sedentarismo obrigatório”, declarou. Clique aqui e leia a entrevista na íntegra na Coluna Saúde.