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Apesar de negar, presidente deixa Desenbahia e assume diretoria da Caixa

Por Evilásio Júnior

Apesar de negar, presidente deixa Desenbahia e assume diretoria da Caixa
Foto: GOV BA
Apesar de ter negado na semana passada, o presidente da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), Aristóteles Alves de Menezes Júnior, vai mesmo deixar o cargo no próximo dia 12 para assumir uma nova diretoria na Caixa Econômica Federal em Brasília. Na véspera (11), o conselho administrativo da entidade financeira vai aprovar o nome de Vítor Lopes, atual diretor de negócios, como seu substituto. Em entrevista ao Bahia Notícias, Aristóteles confirmou a mudança e justificou que não poderia revelar o fato antes porque dependia de um acordo entre o presidente da Caixa, o baiano Jorge Hereda, e o governador Jaques Wagner. O martelo só foi batido, segundo ele, na última quarta-feira (28). "Eu sou empregado da Caixa há 24 anos. Quem negociou minha volta foi o presidente, que é muito amigo do governador. Ele disse que estava precisando de mim para assumir uma diretoria que não existia, que vai cuidar de seguros, previdência e capitalização. Eu disse a ele que aceitaria, mas não falaria com o governador: 'você [Hereda] fala. Se ele [Wagner] me liberar, eu vou'. Fui convocado, com muito prazer, e vou ter um grande desafio de montar essa área, que vai trabalhar com números que passam da casa de bilhões. É um negócio gigantesco e um orgulho para a Bahia", relatou o economista. Sobre a saída da Desenbahia, ele voltou a argumentar que não tem nada a ver com a operação financeira de R$ 53 milhões para salvar o Hospital Espanhol. "Claro que não. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Inclusive, o governador escolheu para o meu lugar uma pessoa [Vítor Lopes] que eu botei aqui. Vamos ter continuidade do trabalho e do planejamento estratégico da Desenbahia para a ajudar o desenvolvimento do Estado. Eu contribui aqui e, agora, vou ver os frutos nascendo de longe, com muitas saudades", projetou. Aristóteles Alves de Menezes Júnior presidiu a agência por um ano e três meses. O seu antecessor foi o ex-secretário estadual da Fazenda, Luiz Petitinga, que deixou o cargo logo após a crise financeira do governo baiano eclodir.